12/04/2006
Dub Side of the Moon no Via Funchal, com abertura de Firebug. Confira aqui no Surforeggae!
 
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Experimente colocar Dub Side of the Moon para rolar sem dizer o que é. As reações vão variar da surpresa ao reconhecimento. A sensação é a de algo familiar. Essa levada, essa letra... Ei, espere aí: Pink Floyd! Reggae?! De onde saiu isso? O choque é tão natural quanto inevitável. Por mexer em um dos álbuns mais famosos da história do rock, clássico supremo de uma das bandas que simbolizam essa coisa toda. Pelo risco de recriá-lo em um estilo totalmente diferente e, não raro, desprezado pelo roqueiro. E, principalmente, porque funciona. O disco não apenas provoca efeitos similares aos da versão original, como também oferece outros sons, outras batidas, outras pulsações. Ninguém imaginava, mas o Pink Floyd tem, sim, um pé - ou o cabeção - na Jamaica.

Ninguém, vírgula. Em 1999, a ficha caiu para Lem Oppenheimer, do selo nova-iorquino Easy Star. Ele sabia que estava mexendo em um negócio sagrado, inclusive para si próprio. Na adolescência, escutou o lado B de Dark Side of the Moon durante seis meses consecutivos todo o santo dia antes de ir à escola. Lançado em 1973, o LP permaneceu mais de 700 semanas nas paradas, vendendo cerca de 40 milhões de cópias no mundo inteiro. Exatos trinta anos depois, a idéia que Oppenheimer vinha maturando chegou às lojas com o nome de Dub Side of the Moon. O CD, que desde então figura no Top Reggae da Billboard, acaba de ganhar edição nacional pela Deckdisc.

O coletivo que assina o disco, Easy Star All Stars, reuniu-se com um desafio em mente: reproduzir os climas propostos pela obra-prima do Pink Floyd, ainda que obedecendo aos parâmetros do ritmo jamaicano. Para encarar a missão, os músicos e produtores "da casa" Michael Goldwasser (Michael G, guitarrista) e Victor Axelrod (Ticklah, tecladista) cercaram-se de um time de responsa. O baixista Victor Rice (com trabalhos com Everlast, The Slackers e New York Ska Jazz Ensemble no currículo) e o baterista Patrick Dougher (Roots Combination, entre outros) foram convocados para completar o quarteto básico. O molho coube às participações especiais, fundamentais para explorar as múltiplas personalidades do repertório em questão. Ao optar por manter a estrutura do disco que lhe serve de mote, Dub Side of the Moon abre espaço para que se manifeste um reggae ora em sua vertente mais tradicional, ora em sua roupagem mais moderna. Os tambores nyabinghi (usados em cerimoniais rastafári) que substituem o batimento cardíaco na abertura de "Speak to me/Breathe" (com o vocalista Sluggy Ranks) são o prenúncio de que, em vez do triângulo, vem uma bola de fogo por aí. Na seqüência, "On the Run" transporta a atmosfera lunar para uma pista de drum’ n’bass, elevando a temperatura a um ponto no qual "Time" é recebida como o mais refrescante dos bálsamos.

Quando o veterano toaster (avô dos atuais rappers) Ranking Joe brada que "time is the master", não há como não concordar com ele e torcer para que custe a passar. O dub que batiza o disco aparece em "The Great Gig in the Sky", imersa nas densas linhas de baixo que caracterizam o gênero. É a senha para que a situação se agrave, suspeita confirmada pelos isqueiros e bongs (e as conseqüentes tossidas) no lugar das máquinas registradoras de "Money", entoada pelo wailer Gary "Nesta" Pine. Em "Us and them", o cantor de dancehall Frankie Paul pede passagem na manha, aliviando o impacto de uma base abafada pela fumaça. A essa altura, o naipe de metais que simula a guitarra de Gilmour em "Any Colour You Like" desce sem resistência. É melhor não discutir com quem é capaz de converter "Brain Damage" em um reggae de carteirinha defendido por Dr. Israel e "Eclipse" em uma prece rogada pelos Meditations.

Engordam o disco quatro faixas-bônus com o lado dub exibido sem pudores, devastando quaisquer resquícios de normalidade sobreviventes. Nascimento, morte, revelação, transitoriedade, cobiça, conflito, loucura - seja qual for a sugestão, Dub Side of the Moon tira de letra. Deu tão certo que até a folclórica sincronia com filme O Mágico de Oz - "aperte o play no terceiro rugido do leão da Metro e descubra" - foi preservada. E, caso você duvide de como Roger Waters, David Gilmour, Nick Mason e Rick Wright são bacanas, basta dizer que eles concordaram com esta maluquice toda.

SERVIÇO


 Local: Via Funchal
Abertura: Firebug
Data: 12 de maio
Horário: 22h
Preço (R$)
  Pista: 70,00
Mezanino: 100,00
Camarote: 150,00


Fonte: Via Funchal







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