11/08/2008
EXCLUSIVO: Confira a entrevista do Surforeggae com a Roots Nyabinghi, um dos destaques no cenário baiano!
 
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Com mais de 10 anos de estrada e muita luta a banda Roots Nyabinghi, de Salvador/BA é hoje um dos destaques no cenário baiano, realizando muitas apresentações na capital e interior. Tendo inclusive já acompanhado nomes como o jamaicano Siddy Ranks, a "Roots" cedeu esta entrevista exclusiva ao Surforeggae onde fala sobre assuntos bem atuais e sobre a própria banda e sua formação. Para quem ainda não conhece é uma boa oportunidade de saber mais sobre o grupo que é um dos preferidos na capital baiana.

A ENTREVISTA


 Rafael: Gostaria que falassem sobre como foi a reunião de vocês para formar a banda. Como surgiu a banda Roots Nyabinghi?
Ely: Tudo começou comigo e 2 amigos, o nosso tecladista Dentinho e o Elsimar que participa das composições comigo. Nós tivemos idéias de nos reunir após conhecer vídeos de Bob Marley e outros grupos de reggae. Em 1995 montamos a Leões de Judah que foi o primeiro nome do grupo. O tempo foi passando juntamos uma grana e começamos a comprar os instrumentos e som. Montamos o “QG da Roots” num quarto no fundo de um beco, foi quando o meu pai, “Seu Nanau” , se motivou vendo o nosso trabalho e resolveu ceder uma garagem. Fomos pegando amor pela coisa e fomos ficando, até que hoje ele cedeu uma casa e estamos aí batalhando para fazer valer toda a credibilidade que não só ele como todos colocam em nossa banda. Hoje a Roots Nyabinghi é formada por: Ely Jr. (Voz e guitarra) , André, Igor Rufous, André Dentinho (teclado) e Gustavo (guitarra),

Rafael: Como vocês definem o tipo de Reggae que fazem?
Ely: Um som diversificado sem rotular o ritmo, o reggae é um gênero composto por muitas inspirações então a Roots formou sua identidade com o conhecimento adquirido sobre o assunto, e a finalidade é divertir, informar e sobretudo levar a música reggae por onde passar.

Rafael: Quais são as principais influências do Reggae Internacional que vocês se espelham atualmente?
Ely: Morgan heritege, Buju Banton, Luciano, Damian Marley e os irmãos... Acreditamos que esses artistas são a maior referência que se pode ter neste momento porque fazem a evolução do reggae, colocam o reggae no cenário mundial com qualidade.

Rafael: O que acham sobre o movimento na Bahia? Quais as cidades que perceberam os públicos mais fortes em que já estiveram?
Ely: Olha... Maragojipe, São Miguel das Matas, todo Recôncavo, Pojuca, Juazeiro entre outras cidades que já tivemos oportunidade de tocar a força do reggae é surpreendente. As pessoas cantam e dançam com paixão, realmente se identificam com a "pegada". Falar de movimento em relação à Bahia é complicado, porque ainda não existe um conceito formado sobre o que se quer buscar neste sentido, as bandas fazem seu trabalho, formam seu publico e seguem neste sentido buscando crescer que é importante, ter apoio e reconhecimento, um movimento precisa de mais fatores externos a isso agregado como associações, mídia, recursos e atividades constantes seja ela politica, social ou musical.

Rafael: Como é a relação de vocês com outras bandas do gênero? Vocês tem bons amigos na cena musical?
Ely: Com certeza, manter uma boa relação é importante, não buscamos diferenças nem temos ciúmes de ninguém, temos nossa meta sabemos nosso caminho, sempre buscamos agregar neste sentido porque o mercado é grande e todos podem ter sua fatia. E os amigos não temos apenas do âmbito do reggae, mas em todas os segmentos da musica baiana, no rock, no axé, hip hop...

Rafael: Como foi acompanhar o Jamaicano Siddy Ranks como banda de apoio? Nos fale um pouco sobre como é trabalhar com ele.
Ely: Olha... é um cara sensacional, muito tranquilo, astral e se identificou com a banda, creio que por isso tudo andou bem, suas composições são ótimas e o público conhece e responde às canções que chamamos de "reggae lovers", além de ser dono de uma voz única e marcante, foi uma excelente experiência acompanhá-lo.

Rafael: O que vocês acham que falta para o Reggae deslanchar no Brasil? Vocês concordam que estamos passando por um momento meio complicado, onde as pessoas não tem apoiado mais como antes o movimento?
Ely: Falta recursos, isso define tudo que qualquer organização precisa para crescer, olhar carinhoso da mídia, patrocínios consistentes para que os organizadores tenham mais credibilidade e uma série de fatores que requer organização e muito trabalho, mas, nem por isso achamos o reggae parado ou caindo, muito pelo contrário, ele se fortalece a cada dia, muito mais adeptos chegam e por outro lado quem não conhece a música reggae? Creio que seja o único gênero que todas as pessoas ouvem e gostam, mesmo sendo seguidor de outro, portanto o reggae ja é, só falta acontecer mais eventos, "movimento".

Rafael: Como foi a escolha do nome da banda? O que simboliza esse nome para vocês?
Ely: Essa escolha veio meio que da necessidade de mudança porque existia um outro grupo com o antigo nome, e o "roots"
representa tudo que há de força no reggae (suas raizes), e o nyabinghi completa essa junção dando a base que formou essa essência apaixonante que todos nós de fato amamos.

Rafael: Nos fale sobre as maiores realizações que já tiveram na carreira até hoje.
Ely: Primeiramente identidade, a banda tem a sua cara, de tudo que conheceu e ouviu, formou-se. As composições, a alegria de tocar reggae, o reconehcimento das pessoas, os amigos conquistados na música, os shows, os discos... tem coisa melhor? risos

Rafael: O que estão preparando para o futuro? Algum disco novo em vista?
Ely: Sim, tem um disco pronto que foi gravado aqui em Salvador mas está sendo masterizado e mixado na Itália através de um dos antigos guitarristas da banda, André Lomi, que reside na cidade de Livorno. Queremos também gravar um DVD, buscar mais reconhecimento e fazer mais shows.

Rafael: Ultimamente tem surgido grandes colaborações dos artistas de Reggae. Vocês pensam em gravar alguma música com outros nomes do Brasil ou Internacionais?
Ely: Certamente, é uma contribuição e uma satisfação fazer parcerias, conosco já aconteceu no primeiro disco que gravamos, Nengo Viera está presente, um dos ícones do reggae nacional e também Book Jones que é um dos precursores do axé na Bahia, estamos sempre prontos para agregar.

Rafael: O que vocês acreditam que pode ser feito para que o Reggae atinja mais pessoas? Apesar de ser popular no mundo inteiro o ritmo ainda é muito discriminado.
Ely: Olha, a discriminação é uma característica humana, alguém sempre discrimina algo, mas o reggae tem o poder de mudar as pessoas, cativar e levar a entender que é uma música que veio para o bem, relacionar o reggae com coisas negativas não passa de mediocridade. O que deve ser feito para o reggae manter-se é como disse organizar, criar e fazer... mostrar os trabalhos ao povo, a nossa linguagem é de paz, alegria e diversão, portanto estamos prontos para isso, só depende de nós.

Rafael: Vocês acham que as raízes do Reggae estão sendo perdidas ao longo do tempo? O que acham das tendências como ragga e dancehall?
Ely: São ritmos fantásticos, o reggae não perde sua raiz, sua base por isso e também não precisamos de artistas fazendo as mesmas coisas, são apenas vertentes do reggae que se criam pelo fato do ritmo ser grande e rico. É natural a diversidade, mas está tudo num contexto, em nossa ótica é evolutivo e agregador, os artistas continuam gravando canções "roots" mas existe um mercado em torno disso tudo e temos que atender as tendências o importante é falar de reggae e dar ao público o que ele espera, as coisas se renovam e com o reggae não será diferente.

Rafael: Obrigado pela entrevista, nós do Surforeggae desejamos muita sorte e sucesso a vocês, que representam uma banda que está na luta há bastante tempo. Por favor deixem uma mensagem para os visitantes do site.
Ely: Agradecemos de coração, o Surforeggae é um peça importante para nós regueiros e nossa mensagem aos amantes do reggae é que continuem apoiando e comparecendo aos shows das bandas porque sem vocês nada disso é possivel. Esperamos que encontrem muita alegria, muita diversão e astral nessa caminhada porque o reggae é nossa identidade e ele estará conosco pela eternidade, um abraço a todos os "soldados da paz", jah bless.


Fonte: Rafael Surforeggae







'Roots Nyabinghi'


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One Day
Bambu Station
Verão da Lata

Documentário sobre o verão da Maconha em 87.
(Reggae)


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