22/08/2008
Surforeggae entrevista Aline Duran, uma das principais vozes femininas do reggae nacional!
 

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O reggae nacional tem trazido à tona grandes novidades que valorizam - e muito - o circuito. Uma destas felizes novidades é Aline Duran, uma cantora que entrou para o mundo do reggae com o pé direito. Aparições em grandes eventos, públicos numerosíssimos até para artistas veteranos, participações de peso em seu CD de estréia, enfim, uma promessa real para o cast de artistas brasileiros do ritmo.

A ENTREVISTA


 Rangel: Olá Aline. No Surforeggae começamos sempre perguntando como a música entrou em sua vida. Quando teve início a sua carreira? Foi sempre dedicada ao reggae?
Aline Duran: Sim, minha carreira foi sempre dedicada ao reggae, desde pequena gostava de cantar, mas foi aos 19 que decidi me tornar musicista profissional. Comecei a estudar canto e violão e posteriormente estudei um pouco de piano também. Nesta época eu já estava envolvida com a cena reggae de São Paulo e com uns 20 anos acabei entrando pra uma banda de reggae, onde fiquei por cerca de um ano até dar início a minha carreira solo.

Rangel: Você teve um disco recém-lançado pela Deckdisk, o "Novo Dia", que conta com músicas de sua autoria. Como vem sendo a aceitação da galera?
Aline Duran: A aceitação das pessoas tem sido muito boa, este novo CD está sendo divulgado em todo o Brasil e tanto a galera que já conhecia meu trabalho quanto a galera que está conhecendo agora, todas se identificam com as minhas letras e curtem a sonoridade e isso é o que me deixa mais feliz.

Rangel: Fizemos uma matéria recentemente no Surforeggae chamada "Mulheres no Reggae". Nela falamos sobre a luta da mulher em se destacar em mais esse campo da vida, a música. Você já sofreu algum tipo de preconceito por algum produtor, banda ou alguém do meio musical?
Aline Duran: Infelizmente, a ignorância predomina na mente de algumas pessoas e o machismo ridiculamente ainda existe não só na música, mas em todas as áreas. Eu já sofri preconceito sim e, apesar disso me entristecer um pouco, procurei não dar importância a esses fatos e pessoas e jamais me deixei abater por isso. Ao contrário, me encorajava ainda mais para seguir em frente e conquistar meu espaço e o respeito ao meu trabalho.

Rangel: Aline, como você vê a cena reggae nacional? Cite algumas bandas que chamam sua atenção.
Aline Duran: O reggae no Brasil vem crescendo muito de uns anos pra cá. Em diversas regiões do país podemos notar essa expressão musical com o surgimento de várias bandas. Existe um público em potencial que é ignorado e que realmente aprecia e quer ouvir os trabalhos nacionais e por isso, acho que poderia ser um mercado mais bem explorado.

Acredito que para a cena se fortalecer de vez é preciso mais união entre as bandas para se organizarem e realizarem suas próprias apresentações, mais seriedade e comprometimento com o bom reggae por parte dos músicos, para assim o movimento se valorizar e se tornar mais respeitado dentro do cenário musical de uma forma geral. Bandas como Reggae Style, que já não está mais na ativa, e outras como Namastê, Leões de Israel, Natiruts e Solano Jacob têm trabalhos muito bons e se destacam.

Rangel: O que você acha da errônea relação feita em cima do reggae x erva? Acha que tem solução? Isso atrapalha em alguma coisa na propagação de sua música?
Aline Duran: Esta relação é realmente errônea. Por exemplo, o Planet Hemp não era uma banda de reggae e tinha o discurso todo de suas letras em cima da maconha e de sua legalização, enquanto nem todas as bandas de reggae fazem letras sobre o assunto. Acho que o fato de o reggae estar associado ao uso da maconha atrapalha na propagação do movimento como um todo, já que a maconha é estigmatizada pela sociedade. A solução está no bom senso das pessoas de entender cada trabalho artístico de forma individual, livre de idéias preconceituosas.

Acho que independentemente do estilo, a música pode e deve ser usada como forma de expressão não só dos sentimentos da alma, como também para expressar idéias e causar reflexões nas pessoas, sobretudo o que for realidade dentro da sociedade. E o reggae tem esta característica de protesto. Todos que questionam estão sujeitos a críticas e podem ver sua arte perseguida de alguma forma. O importante é fazer o que acredita.

Rangel: Qual sua relação com a cultura Rastafari? Você tem alguma religião?
Aline Duran: A minha relação com a cultura Rastafari se dá através do Reggae, porque é a música que está dentro de mim e onde se encontra a mensagem que quero transmitir, e também por eu ter a mesma filosofia de vida, que é baseada em preceitos cristãos de amor e respeito entre as pessoas. Sou espiritualista, me sinto completamente à vontade em louvar a Deus sob o nome de Jah em minhas músicas. Minha religião é o AMOR e o mandamento é: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”.

Rangel: Você é uma mulher bonita, e essa beleza evidenciou-se mais ainda quando você deixou as tranças do começo da carreira pelo cabelo solto atual. Por esse motivo, houve algum tipo de ruído na sua comunicação com o público? Já teve que encarar brincadeirinhas ou desrespeito?
Aline Duran: Não houve problemas, todos gostaram do novo visual. Independentemente do tipo de penteado que se use, sempre existe alguém que não está tão sintonizado com o verdadeiro propósito do momento do show. Já tive que enfrentar alguns “elogios desagradáveis” mesmo com tranças, agora sem elas não passei por nada do tipo, mas acredito que com o tempo as pessoas entenderão que nem toda mulher sobe num palco pra ser encarada como um objeto sexual.

Rangel: Você foi uma das representantes do Brasil no "Dynamic Reggae Soundclash", festival respeitado da Argentina. Como foi a aceitação de seu trabalho por lá?
Aline Duran: Os argentinos adoram reggae e são totalmente abertos à nossa música e aos brasileiros. Foram bem receptivos e a aceitação foi ótima, tanto que acabei voltando pra fazer um segundo show. Muitos já estão interados sobre este meu novo CD e mal posso esperar para voltar e apresentar este novo trabalho por lá.

Rangel: Cite algumas bandas que você anda ouvindo em seu player?
Aline Duran: Ultimamente tenho escutado muito Stephen Marley, Barrington Levy, Skatalites, Damian Marley, Aswad, entre outros do reggae, além de um bom Marvin Gaye que nunca pode faltar.

Rangel: De 5 anos pra cá, você acha que houve uma melhora na cena reggae nacional em termos de qualidade dos eventos, respeito a horários, locais seguros e agradáveis para o público, etc?
Aline Duran: Só posso falar sobre a realidade dos eventos do estado de São Paulo, já que de cinco anos pra cá estou envolvida com eles. Acho que durante este prazo o número de eventos, inclusive os ruins, diminuiu um pouco, mas a qualidade não subiu tanto quanto poderia. Existem pessoas realmente interessadas em realizar bons eventos e conseqüentemente se manter no mercado, mas nem todos têm esta preocupação e não o fazem com a devida atenção tanto em relação ao público quanto no que diz respeito aos músicos, e acabam por se queimar com os dois lados. A qualidade destes eventos depende da capacidade e da boa intenção dos organizadores. Realmente espero que os bons permaneçam e possam oferecer ao público a oportunidade de conhecer bons trabalhos de reggae em eventos bem organizados, respeitando tanto o público quanto os músicos que se apresentam neles.

Rangel: Quais são suas perspectivas gerais em relação ao novo trabalho? Você já pensa algo a respeito do seu próximo disco?
Aline Duran: As minhas perspectivas são as melhores. Quero divulgar ao máximo este trabalho por todo o Brasil e até onde mais eu puder chegar e que Jah me permitir, fazer meu som e passar minha mensagem para as pessoas e conquistar o meu espaço no mercado. Já escrevi algumas letras para o próximo disco, é um processo contínuo, mas agora é hora de dar toda a atenção e concentração a este CD “Novo Dia”.

Rangel: Conte mais sobre as grandes participações que você teve em seu disco.
Aline Duran: Conheci todos eles por intermédio do meu produtor Rafael Ramos, que apresentou minhas músicas pra essa galera, que acabou querendo participar. Fiquei muito feliz por ter esses nomes de peso logo no primeiro álbum. João Fera gravou todos os pianos; Marcelinho da Lua fez uns Dubs em algumas faixas; Marlon Sette e Rodrigo Sha gravaram todos os metais; desta vez o Black Alien foi meu parceiro na letra de “Pra quem Jah olha” e participou dos vocais nesta música; Bi Ribeiro e Ronaldo Silva gravaram “Olhar pro Sol” e “Depois de amanhã”; e Júlio Porto e Jota Morais também participaram do disco.

Rangel: Como você classifica a pirataria? Crime ou mais uma "maneira versátil" de divulgação?
Aline Duran: Classifico como crime, é alguém que está tirando proveito em cima do meu esforço, do meu trabalho, que é fazer música. Só eu sei como tive de ser persistente pra conseguir chegar até aqui, investindo tudo que tinha sozinha e tentando sobreviver disto há cinco anos pra agora vir qualquer um se aproveitar. Isso é meu ganha-pão, não é trabalho voluntário. Existem muitas pessoas com família pra sustentar trabalhando honestamente com a música, não só artistas, mas também toda a indústria fonográfica, e as pessoas precisam ter consciência de que comprar um CD pirata é lesar todas estas pessoas para sustentar algum pilantra.

Se nas lojas o CD está caro para alguns, com certeza pelo site e principalmente nos shows, o preço será bem mais em conta, o que não pode é continuarmos com este pensamento de que ser honesto é ser trouxa e querer sempre tirar vantagem em cima dos outros em tudo, porque agindo assim nunca teremos moral pra levantar a voz diante dos que agirem de forma corrupta conosco.

Rangel: Como foi encarar 80 MIL pessoas no "Carnaval Reggae de 2004" com praticamente 1 ano de carreira?
Aline Duran: O “Carnaval Reggae de 2004” foi um evento lindo, e o que reuniu mais regueiros até hoje, pelo o que fiquei sabendo. Foi o meu terceiro show, estávamos atrasados e já havíamos perdido uns 10 minutos de show. Não tive tempo pra pensar em nada, já cheguei cantando e à medida que eu subia no palco é que fui vendo a dimensão da galera. Me emocionei ao ver aquela multidão toda. Fui me dando conta aos poucos e daí quando assimilei tudo o que estava acontecendo, o show terminou. O Sol estava se pondo durante o show, foi maravilhoso e inesquecível.

Rangel: O Reggae possui diversas vertentes, como Rocksteady, DanceHall, Ragga, Roots, Lovers, enfim, você se vê em algum destes estilos? Fale sobre.
Aline Duran: Me vejo no reggae e em todas as suas vertentes. “Aprecio sem moderação” a música jamaicana como um todo, sempre gostei de todos estes estilos e fiz questão de colocá-los em meu CD, pois não me limito a este ou aquele estilo. As pessoas têm pouca informação sobre a música reggae e é importante que conheçam todas estas vertentes além do roots, para que percebam como o reggae é um estilo rico e interessante, e que merece muito mais atenção e espaço no mercado.

Rangel: Aline, obrigado pelas respostas e pela simpatia. Deixe uma mensagem a todos os regueiros que admiram seu trabalho no Surforeggae.
Aline Duran: Quero agradecer ao Surforeggae pelo espaço e a todas as pessoas que acompanham meu trabalho, pelo apoio e por me mandarem boas vibrações sempre. Espero que vocês gostem deste meu filho chamado “Novo Dia”, que é muito especial pra mim e que foi feito com todo amor e sinceridade, e que possamos dividir todos juntos esta vibração positiva nos shows. Jah bless!

MULTIMÍDIA



Clique aqui e veja Aline Duran com o clipe "É Com Você".

MAIS INFORMAÇÕES


Site Oficial: www.alineduran.com.br
Myspace: www.myspace.com/alineduranoficial
Aline Duran no Surforeggae: Clique e Acesse.


Fonte: Rangel Surforeggae







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TRENCHTOWN
(Masculino)
A Miracle
Groundation
In Symphony

John Holt
(Reggae)


O que você espera da cena reggae atual?
Que bandas clássicas ressurjam
Que bandas novas apareçam mais.
A cena reggae está legal para mim.


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