22/08/2003
Confira a entrevista, a ideologia e os planos da banda de reggae Namastê!
 


 Toni – Como que começou tudo?
Vilma: Na realidade a banda começou em Ponta Grossa, há cinco anos atrás. No começo, eramos eu, a Ana e o Eduardo dessa formação, e começamos a tocar com pessoas que já trabalhavam com música em Ponta Grossa, que eram meu irmão, o Everton, e o Ricardo, outro baterista que a nós tinhamos. O Everton tocava baixo, e o meu irmão – o Beto, tocava teclado e cantava. Então a banda começou mais ou menos com essa estrutura, na qual eu e a Ana só faziamos o back, e o Eduardo tocava guitarra. Só que ai dentro desse período, que voltamos de Ponta Grossa para Curitiba. Por sinal, somos de Curitiba, estavamos lá mesmo em função da banda, a galera trabalhava com música lá mesmo, onde acabou começando a história.

Voltamos pra Curitiba, e ai a banda tabém começou a mudar, entraram outras pessoas, entrou o pessoal de Cabo Verde que morava aqui, outro vocalista, outro percussionista e uma nova cantora. A banda teve várias formações dentro desse tempo, dentro desses cinco anos. De 2 anos pra cá, entrou o Diego na guitarra, o Weliington no contra-baixo, o Rodrigo no teclado, e o Rafael que já começou a atuar na bateria, e saiu o último vocalista que era o Fabinho. Nisso nos resolvemos tomar uma posição e assumir uma cara realmente da banda, até em relação a gravar, que foi contando com a parte feminina, no caso eu e a Ana. Então a formação fechou dessa forma, passou um tempo e entrou o Samuel no saxofone, e a gente vem tocando assim fazem três anos.

A história da banda se passa com essas formações. As vezes até nós nos perguntamos: “Nossa, demoramos pra gravar”, mas é que foi a nossa história, até chegarmos e concordamos que é essa galera que vai ficar, que vai abraçar a mesma idéia. E hoje nós temos essa característica, eu e a Ana no vocal, os meninos também deram toda uma outra cara em termos instrumental, vieram com características deles. Não temos os metais, por enquanto temos o sax que é o Samuel quem toca. Em agosto faz um ano do nosso primeiro cd, e a história da banda também começou a mudar em fator desse primeiro cd, que foi mais uma volta da banda com relação a trocas, em investir nessa cara da banda, e era totalmente necessário. Aqui em Curitiba existe essa carência em relação as bandas fazerem suas músicas, não fazerem coover, que também não deixa de ser importante.

 Toni – E como rolou o primeiro CD?
Eduardo: Próximo do que a Vilma falou, esperamos estabilizar um conjunto para poder gravar. E em um ano e meio, fomos correndo atrás da galera pra preparar, pois as músicas já tínhamos bem antes. Na verdade procuramos primeiro nos estabilizar, o Diego também trouxe músicas novas. Não adiantava lançarmos o cd se estávamos com uma série de mudanças, mais de 15 pessoas passaram pela banda, não adiantava a gente querer gravar alguma coisa, porque, gravar um cd de um jeito e outro de outro, não ia ficar muito legal, as ideias mudam. Primeiro se estabilizou a formação, pra depois gravar. Foi meio correria o cd, muita coisa nós já tinhamos pronto, mas muita coisa fomos fazendo no estúdio, pra ficar com a nossa cara.

Vilma: Foi uma produção independente, não teve nenhuma gravadora ou coisa assim. Foi juntando, a princípio por propostas de coletâneas. Que nem, em 1996, nós tinhamos aquela coisa de ter três musicas gravadas pelo menos, pra já entrar na coletânea. Então isso foi meio que um impulso, até de certa forma uma credibilidade, de vc pensar.. “pô, alguém, de algum modo, já esta acreditando nas suas músicas”. E foi a partir dessas músicas que nós fomos gravando as outras, e o pessoal já foi conhecendo essas músicas, e fomos fechando o cd. Mas foi um processo longo, em função também da grana, da nossa experiência. Hoje a gente vive o resultado disso, as vezes vamos tocar, até em lugares muito distantes, diferentes em questão de preço de entrada e coisa assim, sabe?

Lugares distintos, que nos nem imaginamos no que que vai dar. Até hoje mesmo, vamos conhecendo nosso público e não sabemos o que vai acontecer, até por uma questão de grana, as vezes algumas pessoas não tem condições de pagar pra entrar em alguns lugares. Mas o legal é que a gente vê que tem um pessoal que gosta mesmo, mas ao mesmo tempo é dificil fazer esse teste pelos lugares que nós tocamos. Por exemplo, fizemos um show há uns dias atrás lá na UFPR, no Centro Politécnico, e foi uma galera, tanto ali do bairro, quanto de longe. E o pessoal cantava as nossa músicas, foi surpreendente, pois eu pelo menos não esperava. E isso tem a ver com o cd, as pessoas vão conhecendo o que é seu, e vão atras do cd.

 Toni – E o apoio de vocês? Quem mais divulga são as rádios?
Eduardo: É, as festas, as músicas, são onde tocam mais. Mas o que divulga mesmo é o próprio show, as rádio tem um limite. A 96fm (www.96radiorock.com.br) tá abrindo espaço agora para as bandas locais, tá dando uma força legal, fazendo projetos, mas divulgação mesmo é muito mais através dos shows do que pela própria divulgação deles. Então as nossas músicas ficaram parecidas, uma porque tocamos muito, tanto que a gente fez o cd, que registra a nossa idéia, a pessoa leva pra casa, escuta, decora letra, aprende, gosta, e outra que a rádio acho que entraria em quarto lugar. Normalmente, a divulgação é feita em primeiro lugar pela rádio, depois o cd, e depois o show.

Mas o nosso processo acho que é ao contrário, primeiro o show, porque demora pra vir o cd, e depois a rádio, que começa com interesse quando você já tá começando a ser independente, e começa a divulgar e fortalecer ainda mais seu trabalho. A rádio quer um retorno imediato, na hora, e aqui em Curitiba não existem empresários para investir em uma banda regional, então não tem como ter um retorno rápido.

 Toni – E a previsão de vocês para cd, show, enfim, o que esperam do futuro?
Eduardo: A gente tá planejando fazer mais um cd para lançar, quem sabe, no natal, tá tudo caminhando, porém o nosso processo é mais lento do que de uma banda que já tem uma estrutura, que possa manter um trabalho, onde a gravadora vai lá e banca, e mais ou menos em 4 meses o cd já tá pronto. O nosso processo é bem mais lento, nós temos que fazer show, arranjar as músicas, arranjar um patrocínio pra fazer o cd, ou bancar do próprio bolso. É um processo que só em um ano, um ano e meio, dois anos, que vai dar certo.

Ana: E também, tem a questão do primeiro cd, as pessoas derepente se sentem meio saturadas do trabalho. Mas tem um processo, estamos trabalhando fora de Curitiba, e para o pessoal de fora, o trabalho do nosso primeiro cd ainda não chegou. Então ele ainda tá fresco, apesar de que aqui, muitas pessoas esperam já o próximo cd. Mas se nós tivéssemos condições de sair, divulgar o nosso primeiro cd para fora, não saturava tanto aqui, e teríamos um tempo para poder gravar o cd. Assim a banda estaria sempre se atualizando.

Eduardo: Fomos para Porto Alegre agora, e apesar de em agosto fazer um ano que lançamos esse cd, só agora ele será divulgado lá, depois de seis meses. Então uma banda que já tem uma gravadora, lançam o cd, e ele já é divulgado na mídia, pelo Brasil inteiro. E nós vamos divulgando conforme vão aparecendo as oportunidades.

 Toni – A banda manterá o estilo original, ou irá implementar os metais depois?
Eduardo: É, nós já trabalhamos com metais, no estúdio nós gravamos algumas músicas com metal. Eu acredito que a formação hoje já está estabilizada, colocar ou tirar uma pessoa hoje, é muito complicado, ainda mais que estamos em oito pessoas, fora o pessoal da equipe. Porque no caso, a pessoa que tá entrando, tem que entrar no nosso ritmo, aí é complicado. O cara que entra pode ser um excelente músico, mas é ritmo de trabalho, que é outra coisa. Então pra gente, acho que essa formação é que está boa, que fechou com o nosso estilo.

 Toni – E o relacionamento entre as bandas?
Eduardo: Ah, existe uma união por causa dos mesmos interesses, mas na verdade ainda falta muito. As bandas se dão bem fora do palco, trocam idéias, mas na hora de organizar uma coisa que envolve todo mundo, aí é complicado. Por exemplo, se formos organizar um festival de reggae, nenhuma banda vai querer ser a última a tocar, e nem a primeira. Então é uma questão de interesse, e falar que somos todas unidas é mentira. E isso em qualquer trabalho, o reggae em Curitiba é forte, a galera curte mesmo. Só que organizar as coisas juntos ainda é uma ilusão.

Vilma: Mas não tem nada um contra o outro, mas isso é futilidade, não chega nem a ser de banda, acho que em qualquer relacionamento da vida, as vezes é por mesquinharia das pessoas que atrapalham os relacionamentos de banda com banda, e ai que vê a maturidade de cada banda.

Eduardo: O egoismo, por exemplo, a banda tem um nome, o local chama você por causa do nome, ai bomba a casa, e no outro dia o cara não quer mais você, chama uma outra banda de menor cache. Rola esses oportunismo, rolando dinheiro, as pessoas perdem um pouco do valor.

 Toni - Fale sobre o local de ensaio de vocês?
Vilma: Ensaiamos na casa do Rafael, nos ensaiamos um pouco em estúdio, porém tem que pagar. E lá na casa do Rafael tem um espaço, tem a bateria dele já lá, também as caixas estão lá. Então é mais uma questão organizacional nossa, os horários baterem, fazer renderem as coisas, cada um tem seus interesses. O que é dificil preservar na rotina, no cotidiano. Banda não é só tocar, tem passagem de som, tem problema, tem criação, tem outro que não gosta da criação, tem outro que não gosta da sua música. Isso influencia, as vezes ajuda, as vezes atrapalha o processo. São coisas internas, mas acho que sempre vamos resolvendo, vamos caminhando devagar, mas estamos indo. Agora a gente vai tentar tocar pra fora. Sempre vem uma noticia boa que incentiva de certa forma, que dá mais ânimo.

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Fonte: Toni Marcelo





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